Eduardo Jorge

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Hino Selecção 2012

Publicada por Eduardo Jorge à(s) 20:04 Sem comentários:
Mensagens mais recentes Página inicial
Subscrever: Comentários (Atom)

Acerca de mim

Eduardo Jorge
Ver o meu perfil completo

Arquivo do blogue

  • ▼  2012 (1)
    • ▼  maio (1)
      • Hino Selecção 2012

Seguidores

Outono do nosso despertar

O Outono chegou trazendo novos ventos,

As folhas cansadas caídas no chão,

Os recortes do teu rosto são avistamentos,

E com a tua partida levas o calor do verão.

A chuva fustiga o rosto da nostalgia,

O frio do vento norte magoa o aguentar,

Já vai longe o dia que trouxeste a alegria,

Já chega perto a falta do teu olhar.

E tu, que fazes da vida uma premente estação,

Morrida nas carruagens dos Deuses concebidos,

Bebes tragos gerados nas vindimas da gestação,

E a mente, a mente viaja pela culpa dos tempos perdidos.

Ao longe o tridente faz rugir das marés,

A ondulação que fustiga fortemente o areal,

Pintas telas coloridas de vales e sopés,

Cabeça de África, roçando o solo de Portugal.

O inverno vai acabar sempre por chegar,

Na lareira arderão as lenhas secas do verão,

No diário traçadas as linhas do novo despertar,

E a chuva reaparece, para lavar as mágoas do coração.

Eduardo Jorge, em 31 de Outubro de 2010

Mentiras



A verdade do amor ingenuamente abraçado,

A mentira do corpo prostituidamente usado,

A verdade do peixe pescado com o suor do corpo salgado,

A mentira sangrenta de um cachalote arpoado.

O poder mentiroso, matreiro do dinheiro

A ilusão mentirosa de um inundável petroleiro,

A força da fé réstia colada ao peito do sofredor,

O engano aparente do amor que termina no sofrer.

O poeta que usa a embustice para dizer a verdade do saber,

O político que mente descaradamente para a esconder,

A magia do passo emocionalmente dançado

A impostura prepotente do marchar armado.

A enganosa cegueira criada pela noticia manipulada,

A existência de quem sofre, sem o outro dar por nada,

A memória premente que Deus é o rio de todos os rios

E nós apenas gotas de água, caídas das lágrimas de suores frios.

Eduardo Jorge, em 28 de Outubro de 2010

Tema Espetacular, Lda.. Com tecnologia do Blogger.